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Google lança medição de batimentos cardíacos pela câmera do celular

Tecnologia chega primeiro ao Pixel, mas deve ser liberada para outros modelos com Android.


O Google criou uma forma de medir batimentos cardíacos e a frequência respiratória com o smartphone. Para isso, o recurso usa a câmera do celular. Inicialmente a ferramenta deve chegar aos modelos da linha Pixel, que não estão à venda no Brasil, e depois seguir para outros modelos com sistema Android.

Apesar de significativa, a função que passará a integrar o Google Fit já é encontrada com funcionamento semelhante em celulares de fabricantes como a Xiaomi e a Samsung. O recurso já estava em smartphones da gigante sul-coreana nas linhas do Galaxy Note 8 e Galaxy S10, por exemplo. A Xiaomi implementou a tecnologia de cuidado com a saúde do coração em setembro de 2020 ao inserir essa função no app Mi Health.



Google Fit passará a contar com ferramenta para medir frequência cardíaca e respiratória — Foto: Reprodução/The Verge


O aplicativo faz a aferição da frequência respiratória com a câmera. Para isso, o usuário precisa posicionar a câmera frontal para que ela enquadre a cabeça e o peito. Dessa forma, é possível analisar a quantidade de vezes que o tórax subiu e desceu, o que gera o número de vezes que a pessoa respirou por minuto.

Já a frequência cardíaca também conta com a ajuda da câmera, mas dessa vez são as lentes traseiras que captam os sinais. O procedimento consiste em colocar um dedo para que a câmera possa observar a mudança de cor na medida em que o sangue estiver se movimentando pelo dedo.

Vale destacar que os dados obtidos pelo aplicativo Google Fit não contam com a mesma abrangência do que os dispositivos vestíveis, tendo em vista que eles obtêm esses números várias vezes ao longo do mesmo dia e a constância é muito maior. Também é necessário dizer que os resultados não serão considerados em consulta médica, por exemplo, mas são bons indicadores para acompanhar esses sinais na rotina.

Quanto à precisão da aferição, o Google planeja divulgar um artigo científico com os dados obtidos. Mas os estudos foram feitos considerando vários tons de pele, que renderam números semelhantes nesse sentido.

Por fim, ainda não existe uma data específica para a chegada da função nos celulares Android, já que a empresa afirma ser necessário uma grande quantidade de testes nos dispositivos para garantir o mínimo de precisão nos resultados



Fonte:[Techtudo]

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